Marlou Van Rhijn, uma medalhista olímpica iluminada

- POR Maria Rocha

Hoje eu tive a honra de participar da jornada Nike Zoom, entrevistando a atleta paraolímpica medalhista Marlou Van Rhinj. Eu não tenho palavras o suficiente para expressar o que foi participar desse evento.

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Além de ser medalhista olímpica, a Marlou é um menina iluminada, carismática, e dona de um sorriso contagiante. A historia dela é uma inspiração para muitos.. Marlou começou como atleta na natação, até mais ou menos o ano de 2010, quando resolveu parar por querer ter uma vida normal e poder curtir a fase de uma menina jovem. Sua vida de “Sprint runner “ começou quando seu técnico a chamou para fazer um “try out”, e foi alí que ela se destacou e viu que aquele seria seu esporte. Porém ela não sabia o que o futuro guardava para ela, mas soube no dia que começou a treinar que teria dois anos para sua primeira paraolimpíada e que 2 anos era pouquíssimo. Aos 20 anos de idade Marlou ganhou a sua primeira medalha de ouro, nas paraolimpíadas de Londres de 2012 e desde então sua meta é sempre baixar o seu próprio tempo nos 100 e 200metros. Marlou já tentou competir na categoria de 400m, mas sentiu que aquela distância era longa para ela, o que ela gostava mesmo era de distâncias curtas, potência e velocidade.

 

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O que mais me chamou atenção em Marlou foi a sua auto confiança e segurança, em competições e na vida, mesmo quando tem alguém muito melhor que ela competindo ao seu lado, ela sempre sente que é a melhor, que a cabeça tem que acreditar que você é capaz para o seu corpo poder performar da melhor maneira possível. Portanto a dica de Marlou é que a gente sempre se sinta vencedor e sempre se sinta o melhor de todos, não importa qual seja o seu adversário. Como todos nós seres humanos, ela também tem seus dias ruins, dias em que ela não tem vontade de ir treinar, o que ajuda ela nesses momentos é ter um técnico que está sempre propondo desafios à ela, coisa que ela gosta muito. Uma das pessoas que mais a motiva é a sua mãe, que da apoio desde que ela se entende por gente, está sempre incentivando ela a seguir seus sonhos e não desistir. Uma das coisas que ela falou que ficou marcada, foi que acima de tudo temos que “have fun”, nos divertir nos nossos treinos, ter prazer em fazer aquilo, caso contrário você não consegue alcançar o seu objetivo. Treino é treino, jogo é jogo, segundo Marlou ter foco não é o mais importante, e sim ter disciplina, se você cumprir seus treinos, fizer o “dever de casa” direitinho, você terá um bom resultado. Marlou deixa o nervosismo pré prova de lado, o único momento em que ela fica tensa é o momento que entra no estádio para competir.

"Se você acredita que não existe nada que você não consiga fazer, junte-se a nos"

“Se você acredita que não existe nada que você não consiga fazer, junte-se a nos”

Dentro de suas 5 horas de treino por dia, Marlou fica 3 horas na pista de corrida, ela se alimenta, dividindo sua barrinha preferida de proteína a “Power Crunch” em 3 partes e assim comendo de hora em hora para que mantenha a energia para treinar. Treinar não é sua parte preferida, o que ela mais sente prazer é no simples fato de competir, suas metas estão sempre em torno das suas competições. Sua preparação para as competições não é nada muito complexo, ela diminui o volume de treino e aumenta a intensidade. No dia da competição Marlou costuma comer o que da prazer à ela, como por exemplo, pão, ovo..

Sua simplicidade contagia, ela gosta de fazer projeto sociais, não por ser uma ação “Bonita” e sim por fazer bem a ela por dentro. Na sua passagem pelo o Rio , Marlou foi à 3 escolas publicas que treinam atletas e ela teve a oportunidade de treinar. O seu foco agora é nas paraolimpíadas de 2016 no Rio, e podem esperar, essa menina guerreira e batalhadora, vai sair daqui com outra medalha de ouro!

O lema de Marlou é fazer o lhe da prazer e é exatamente isso que a corrida trás para ela. Ela olha para frente para um futuro mais adiante, e só consegue se ver parando de competir o dia que ela não estiver mais apta a isso, e o dia que parar de quebrar seus recordes.

Ahh.. eu já ia esquecendo de contar uma curiosidade, ela é apelidada de “Blade babe”, pelo o seu nome ser difícil de pronunciar e por ela ser “A garota” que quebra todos os recordes correndo de blades.

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Beijos,

Maria


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